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Dezembro, 2010
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Quem somos
14/12/2010 15:40:23

                                     


O nosso orquidário possui viveiros onde são cultivadas orquídeas das mais variadas  e belas espécies. Somos constituídos por um Laboratório de reprodução in vitro  de orquídeas e 3 viveiros de mudas, fundados em 2002. Nosso orquidário localiza-se no interior do Espírito Santo, na região das montanhas,  em Alfredo Chaves, onde o clima é apropriado para o desenvolvimento de diversas espécies, com temperatura variando entre 16° e 32°. Possuímos também um Centro de Distribuição na capital para atender aos nossos clientes da Grande Vitória.

No laboratório, onde são produzidas mudas por semeadura, e clonagem trabalha-se com matrizes de qualidade, visando melhoramento genético de espécies e híbridos.

Reprodução
14/12/2010 13:00:10
Como as orquídeas se reproduzem na Natureza?
 
A reprodução das orquídeas na natureza é feita com a ajuda de insetos que ao procurarem por néctar nas flores, acabam por carregar as políneas de uma flor para outra. As Sementes, são muito pequenas, como poeira e por serem tão leves viajam grandes distâncias com o vento. Se ao chegarem ao destino encontrarem condições favoráveis como umidade, aeração, e
claridade poderão germinar.
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Selecionando boas matrizes 
 
Selecionando os pais 
O que devemos ter em mente quando formos selecionar os pais para o nosso cruzamento.
Vou enumerar alguns pontos:
1) O ponto mais importante é selecionarmos, principalmente, para a planta mãe (a que vai carregar a cápsula), uma planta forte e saudável sob pena de perdê-la ou ter um sério prejuízo no seu desenvolvimento.

2) Na minha opinião, não devemos fazer cruzamentos com plantas de baixa qualidade para os padrões atuais. É como por exemplo, fazermos um cruzamento entre duas Cattleyas intermédias nativas, com a intenção de obter maior qualidade das flores, quando temos atualmente um padrão muito elevado obtido por várias gerações de aprimoramento. É como andar para trás. A não ser que seja apenas como teste ou para adquirir experiência.

3) Cruzamentos expeculativos (sem critério) nem sempre dão bons resultados e leva muito tempo para se ver que o seu trabalho não valeu a pena. Portanto não devemos desperdiçar os nossos esforços com algo que não valha a pena.

4) Devemos procurar um objetivo e segui-lo. Se você gosta das pintadas (como é o meu caso), ou se gosta das vermelhas, ou se gosta de plantas pequenas ou grandes etc. Deve seguir essa linha. Assim você terá maiores chances de conseguir algo realmente especial.

5) Aprimore-se no conhecimento das espécies para saber o que esperar de cada cruzamento. Assim poderá prever com boas chances de acertar como será o resultado de determinado cruzamento.

6) Tenha em mente os fatores de cultivo pois eles podem tornar sua vida fácil ou um pesadêlo. Há plantas que são enjoadas, para dizer o mínimo, de serem cultivadas e podem passar essa característica para sua prole, assim como há outras que podem ter o efeito inverso. 

 Como exemplo podemos analizar o
seguinte cruzamento e seu resultado. 


Aqui vemos uma flor pintada que é a Cattleya Marcela Scalco que da duas flores por haste duas vezes por ano, sendo um pouco exigente no cultivo. A forma e o colorido são bastante razoáveis. Aqui vemos a cattleya forbesii "grande" que tem esse nome por ter seu tamanho um pouco maior que o típico para a espécie. Floresce duas vezes por ano e da mais de três flores por haste. Seu cultivo é fácil. Forma e coloridos típicos.
O resultado do cruzamento acima é a Cattleya Malu Poubel que a meu ver herdou boas características de ambos os pais. Ela floresce duas vezes por ano, da mais de três flores por haste e tem cultivo fácil. Tem as pintas e formato do labelo da cattleya Marcela Scalco e a forma um pouco pior referente a cattleya forbesii. As venações no labelo também são outra característica da forbesii. 

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Como fazer a polinização? 
 
Para fazer a polinização, devemos retirar as políneas (pequenas bolsas de coloração quase sempre amarela que contém o material genético) da antera (recipiente onde estes grãos ficam armazenados na flor, e colocar no estigma (orifício que contém material viscoso) localizado na coluna.
Nesta imagem estou retirando as políneas da antera. 
Aqui, com um pouquinho de boa vontade podemos ver as políneas já colocadas no estígma. 
As políneas, se não forem usadas podem ser armazenadas. 
Em seguida devemos identificar o cruzamento e colocar a data. 
Finalmente com a identificação. Agora devemos cuidar muito bem da futura mamãe.

Como manter as matrizes que foram polinizadas?

A planta grávida
Os cuidados que devemos ter com a planta
que foi polinizada. 
 

Como qualquer grávida, a planta deve ter cuidados especiais para que nada de errado. Nesta fase, devemos evitar quaquer tipo de stress para ela. Ou seja, nada de reenvasar, mudar de lugar, fazer múltiplas cápsulas na mesma planta. Alterações no seu ambiente podem stressar a planta fazendo com que ela aborte o fruto. 
Adube frequentemente de forma homeopática com adubos foliares. Isso vai fortalecer a futura mamãe. 
Autorizado por
Frederico
http://www.friorquideas.tk/
Como construir um pequeno orquidário
14/12/2010 12:59:04
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COMO CONSTRUIR UM PEQUENO ORQUIDÁRIO, UM RIPADO E ESTUFA
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Após adquirir os conhecimentos básicos da orquidofilia o principiante poderá ir aumentando o tamanho do seu ripado
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Pode ser um muro corrido ou um canto de muro ou cerca

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Viveiros de tela de nylon têm a vantagem de melhor distribuição de luz e calor, além de seu custo ser menor que ripados

Viveiro de Tela - Nylon
 

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Este fechamento virado para o lado sul, serve de proteção dos ventos frios, o espaço entre as ripas, também pode ser maior, neste caso coloca-se nos espaços maiores plástico em rolo que é mais barato do que o custo da madeira
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CONSTRUÇÃO DE VIVEIRO NUM ÂNGULO DE QUINTAL
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É sempre bom observar que plantas infectadas na parte superior podem infectar as que estiverem na parte de baixo. Por isto preste atenção para que as plantas estejam saudáveis.  
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BANCADA E DETALHES
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Antes do levantamento do viveiro a madeira deverá receber um tratamento de impermeabilização, tintas a óleo ou mesmo óleo queimado são de uso comum. Após a aplicação o madeiramento deverá descansar no mínimo seis dias antes de ser trabalhado. 
O tamanho pode variar segundo a medida do espaço do ripado. Embaixo da bancada dá-se preferência que seja de terra com alguma vegetação para manter a umidade no ambiente. Se o quintal for cimentado coloque vasos com plantas que o resultado será o mesmo.
Viveiro de Tela - Nylon com bancadas laterais

Os vasos pendurados devem ficar na mesma altura e no mesmo alinhamento para melhor distribuição de luz nas plantas da bancada. 
 

 

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Autorizado por
Roseli da
http://www.socan.com.br
DESENHOS DO SR SILVESTRE CUNHA MILANO (In memorian).
Adubação
14/12/2010 12:57:27
ADUBAÇÃO
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por João de Pádua Neves
Divinópolis-MG
jopaneves@yahoo.com.br
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NUTRIÇÃO DAS ORQUÍDEAS

Veja como as orquídeas mantêm-se sadias nos habitats e como podem, com facilidade, adaptar-se às mudanças de substratos.

EXEMPLO 1 - Uma touceira de ONCIDIUM varicosum, que normalmente é uma planta epífita, foi deixada sobre a pedra e aí se desenvolveu, adaptando-se ao novo substrato (rupícola).
Nota-se que as raízes, formando uma rede aderente à pedra, que tem como função absorver a umidade e nutrientes. Vemos aí um dos mais perfeitos laboratórios de transformações bioquímicas em que os aparelhos utilizados são os fungos, bactérias e insetos e os reagentes químicos são os detritos orgânicos (folhas, gravetos, poeiras, etc) e água proveniente do orvalho da madrugada, da umidade ambiente e eventualmente das chuvas, tendo como catalisador das reações, a luminosidade e o calor do sol.

EXEMPLO 2 – No topo de um pinheiro, um ponto estratégico para distribuição das sementes pelo vento, vemos a pleno sol, uma bela “chuva-de-ouro” – ONCIDIUM varicosum – que tem suas flores polinizadas por beija-flor e borboletas. O desenvolvimento destas plantas em árvores (epífitas) é o mais normal de ser encontrado nos habitats nativos. É realmente impressionante nestas plantas, a resistência às longas estiagens que temos tido nos últimos anos.

EXEMPLO 3 – Em um galho com uma planta adulta e muitas pequenas mudas desenvolvendo-se após germinação das sementes.
Observamos também o acúmulo de detritos no meio dos pseudobulbos e raízes. Muita matéria-prima para reserva de umidade e ser transformada em nutrientes que serão transformados desde as raízes até as folhas (pelos vasos internos) e, aí vamos ter as reações físico-químicas (fotossíntese) pela ação do calor e luminosidade do sol. Os nutrientes absorvidos pelas folhas e também os transformados pela fotossíntese, em especial os sais minerais, farão agora um caminho inverso, dirigindo-se para a planta toda. Todo este transporte é feito pela água absorvida.

EXEMPLO 4 – Uma orquídea nativa em varias regiões do país e que gosta muito de alojar-se em troncos de coqueiros e palmeiras – CATASETUM fimbriatum. É uma planta de grande porte e que requer muito nutriente para seu ciclo de desenvolvimento anual. Em um tronco de coqueiro que não tem galhos laterais é difícil entender como poderia acumular detritos orgânicos apenas com raízes que lhe permitem a fixação ao tronco. Mas a natureza é própria em recursos. Parte das raízes garantem a fixação da planta ao tronco e em grande quantidade, outras crescem para cima, formando um ninho para reter detritos que caem do coqueiro ou que são levados pelo ar. E a planta vive aí muito bem nutrida e o melhor: sem pragas ou doenças, comprovando que em plantas bem nutridas, não ocorre ataque de patógenos.

EXEMPLO 5 – Se percorrermos outras regiões podemos encontrar uma planta que normalmente é epífita passando para rupícola. Com facilidade, esta mudança ocorre na natureza e, assim também, as orquídeas terrestres podem passar a epífitas. E as alterações funcionais destas plantas são muito pequenas.
Uma orquídea CYTOPODIUM no meio de troncos de arbusto e com as raízes na terra. Esta planta pode ser também epífita e com grande desenvolvimento. É comum encontra-las também em pedras (rupícolas), vegetando a pleno sol. É difícil imagina-la vivendo em regiões de cerrado com um sol escaldante, e altas temperaturas típicas destas regiões. Temos relatos de que resiste ao fogo de queimadas em cerrados.

NUTRIÇÃO E RESISTÊNCIA À PRAGAS E DOENÇAS

Nos habitats nativos temos um equilíbrio entre patógenos e predadores. Como as plantas estão livres dos nocivos agentes “defensivos químicos e ene, pe, kas” (NPK), aplicados maciçamente nos orquidários amadores e comerciais, elas podem viver e evoluir sem problemas. Em nossos orquidários, como diz CHABOUSSOU, citado por PRIMAVESI, nossas orquídeas estão “doentes de remédios”.
Quando aplicamos defensivos químicos altamente tóxicos para as plantas e meio-ambiente, os primeiros a serem atingidos são os fungos e bactérias que as plantas precisam para transformar a matéria-prima (detritos orgânicos) em nutrientes e, assim, precisamos constantemente suprir com adubos as deficiências nutricionais que vão aparecendo.
Como os nutrientes ainda estão sendo aplicados de maneira muito empírica, as plantas vão sendo cada vez mais atacadas por pragas e doenças. E, conseqüentemente, vão exigindo cada vez mais pesticidas numa ciranda que não acaba nunca.
Na natureza, os nutrientes são produzidos pela própria planta e na quantidade exata de cada elemento. Sem excessos ou deficiências.

CUIDADOS ESSENCIAIS PARA MANTER A SAÚDE DAS PLANTAS NOS ORQUIDARIOS

As orquídeas, cultivadas em orquidários caseiros ou comerciais, precisam receber com regularidade suplementação de nutrientes muito bem equilibrada.
Em todos os habitats de orquídeas que temos visitado, sempre ficamos impressionado com o rigor e exuberância das plantas. Sejam elas epífitas, rupícolas ou terrestres, o que vemos são plantas sadias e muito bem nutridas. Espécies que, em nossos orquidários, procuramos dar sombreamento adequado com telas especiais, irrigação e adubação controladas, uma ventilação que julgamos ideal, observação e controle de pragas e doenças, enfim, um cultivo muito bem orientado. Mas, mesmo com tudo isso, nem sempre conseguimos nos aproximar da beleza encontrada nos locais nativos de nossas orquídeas.
Vejamos agora se não estamos cometendo alguns enganos:

A NUTRIÇÃO DAS ORQUÍDEAS NOS ORQUIDARIOS CASEIROS E COMERCIAIS

Conceitos empíricos no meio orquidófilo sobre adubação.
É muito comum encontrar nas exposições de orquídeas adubos sem certificação de órgãos oficiais controladores na qualidade dos produtos. São composições ou misturas de ingredientes feitas por produtores, que nem sempre entendem de química agrícola, da maneira mais empírica possível.
Assim, misturam torta de mamona com farinha de osso que, hoje sabemos, resultam em produtos fitotóxicos, e estes com outros componentes sem definição correta de elementos nutritivos, como esterco de galinha.
Quando perguntamos qual a quantidade de cada componente, a resposta sempre revela o desconhecimento do que é uma correta adubação: um punhado de cada componente ou metade deste em relação ao outro, e daí em diante.
Se perguntamos, então, como é que ele sabe que estes componentes são bons, mais uma vez observamos o empirismo com que fazem os adubos: é porque “fulano”, que é um produtor muito experiente, orientou fazer assim. E como vendem estes saquinhos de adubo nas exposições! E como existem orquidófilos inexperientes que dão qualquer “comida” às suas orquídeas!

CONCEITOS DE CULTIVO ORGÂNICO SOBRE ADUBAÇÃO

Na natureza, como vimos anteriormente, as orquídeas acumulam grande quantidade de detritos orgânicos em suas touceiras, e com a simbiose de fungos, bactérias, insetos e a ação da umidade, calor e luz do sol, ocorre a decomposição e transformação destes componentes orgânicos em alimentos essenciais para as plantas.
Nos orquidários caseiros, onde temos uma boa variedade de espécies, e também uma densidade ou acumulo de plantas em pequeno espaço, é praticamente impossível pensar em conseguir um cultivo exclusivamente orgânico, como ocorre na natureza.
Ainda com a aplicação periódica de defensivos químicos, não temos a necessária ajuda de microorganismos para as transformações bioquímicas de matéria orgânica. Somos, assim, obrigados a suprir a falta de nutrientes com adubos químicos aplicados com pulverização folicular ou aspersão.

ADUBAÇÃO FOLIAR

A aplicação de adubos químicos solúveis em água é hoje uma realidade que possibilitou o cultivo comercial de grandes quantidades de plantas. Com os equipamentos de irrigação automáticos, pela aspersão, gotejamento ou nebulização, podemos simultaneamente irrigar e adubar um orquidário inteiro em poucos minutos. As folhas das plantas têm possibilidade de absorver a água pelos estômatos que existem em sua superfície, em maior quantidade na parte traseira ou adorsal. A abertura destas pequenas “bocas” depende sempre do equilíbrio hídrico da planta.
Plantas desidratadas absorvem pouco ou nenhum nutrientes.

ADUBAÇÃO COM IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO

Também como a adubação foliar, o gotejamento favorece a aplicação de adubos solúveis em água e permite de adubação de nutrientes pelas raízes.

COMPOSIÇÃO BÁSICA DOS ADUBOS

Uma composição equilibrada de adubo deve conter os nutrientes indispensáveis para o bom desenvolvimento da planta em suas diversas fases vegetativas. Podemos dividir estes nutrientes em:
MACRONUTRIENTES: são aqueles que as plantas necessitam em maior quantidade e temos os principais como NITROGÊNIO, FÓSFORO e POTÁSSIO.
SECUNDÁRIOS: CÁLCIO, MAGNÉSIO, ENXOFRE, FERRO.
MICRONUTRIENTES: são essenciais, porém exigidos em menor quantidade. São eles: BORO, CLORO, COBRE, ZINCO, MANGANÊS, MOLIBDÊNIO, COBALTO, SILÍCIO.
REGULADORES DE CRESCIMENTO: são os hormônios que controlam o desenvolvimento vegetal: CITOCININAS, ALCINAS e GIRBERELINAS.

OUTROS FATORES QUE FAVORECEM NA ADUBAÇÃO ORGÂNICA

1- Regularidade na aplicação
2- Luminosidade
3- Umidade
4- Temperatura
5- Ventilação
6- Nível de acidez
7- Concentração das soluções: para as orquídeas, sempre é preferível uma concentração baixa, fazendo-se diluições em doses homeopáticas e com adubações mais freqüentes do que concentrações maiores e adubações mais espaçadas.

ADUBAÇÃO

Dicas práticas e um pouquinho de teoria, para você não ter mais dúvidas sobre este assunto.

Toda planta necessita de 14 a 17 elementos químicos para ter uma vida saudável. Três destes elementos elas dependem bem mais. São o nitrogênio, o fósforo e o potássio. Cálcio, magnésio e enxofre ela também precisa em quantidade razoáveis. Por isso, o grupo destes 6 elementos químicos é chamado de macro-nutrientes. Outros elementos são também necessários, mas em proporção bem menores. Daí serem denominados micronutrientes. Entre eles citamos o boro, o zinco, o ferro, o magnésio e o cobre.
As plantas obtêm estes elementos químicos fundamentalmente do solo, que é uma autentica e poderosa fábrica de fertilizantes. Certo. Mas você perguntaria: e as plantas epífitas, as orquídeas, por exemplo, que vivem sobre as árvores? Bem, elas têm de usar de um estratagema todo especial. Se você reparar direito, vai ver que, na natureza, na maioria das vezes elas costumam desenvolver-se nas proximidades de forquilhas e axilas de galhos. A razão disso é que, nestes locais, sempre acaba se acumulando um pouco de detritos de origem vegetal (sementes, casca, pequenos frutos, folhas, etc.) e de origem animal (penas, excrementos, cartilagens, cascas de ovos, insetos mortos, etc.). Que depois de algum tempo se decompõe e se transformam em nutrientes. Em outras palavras, embora vivam por sobre as árvores sem se alimentar delas, de um jeito ou de outro as epífitas sempre encontram os nutrientes que precisam.
Em vasos, plantadas em substrato inerte (xaxim ou casca de árvores, por exemplo) isso não acontece. Elas ficam privadas deste recurso. Vem daí a importância das fertilizações.

REGRA N.º 1
Orquídeas devem ser adubadas sim, mas só nos meses quentes ou quando estão em pleno desenvolvimento vegetativo.
REGRA N.º 2
Como o crescimento dessas plantas é bastante lento, é tolice dar às orquídeas doses grandes de fertilizantes de uma só vez. Elas simplesmente não usam, e você desperdiça o fertilizante e joga o seu dinheiro no lixo.
REGRA N.º 3
A luz é indispensável no processo de absorção de fertilizantes através das folhas. A umidade do substrato também é fundamental. Quando a planta está desidratada, a absorção foliar diminui drasticamente.
REGRA N.º 4
Evite fazer a adubação nas horas mais quentes do dia. A temperatura ideal gira em torno de 20º C. Regar as orquídeas na véspera da adubação foliar também é muito recomendável.

Genericamente falando, fertilizante é qualquer substância, natural ou manufaturada que, acrescentada ao substrato, incremente o desenvolvimento das plantas. Em outras palavras, qualquer coisa que possa ser aproveitada pela planta como alimento. Quanto à origem dos nutrientes, existem dois tipos de fertilização: a orgânica e a inorgânica.

ADUBO ORGÂNICO

É aquele cujos elementos químicos são provenientes da decomposição de matéria de origem animal ou vegetal. É o caso dos estercos, compostos, farinhas e tortas, como a torta de mamona, por exemplo.
Antigamente, a adubação orgânica era a única possibilidade. No caso das orquídeas cultivadas em vaso, no entanto, estes adubos, quando em estado sólido, têm o inconveniente de entupirem parcialmente os espaços entres as fibras de xaxim (ou similar), prejudicando a aeração das raízes da planta.
Além disso, costumam alterar o índice de pH do substrato e transmitir fungos.
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DICA N.º 1
Se você quiser fazer adubações orgânicas nas suas orquídeas, o ideal é usar calda de esterco (veja adiante) ou doses mínimas de torta de mamona. Esta substância é um subproduto da fabricação do óleo de mamona, e é muito rica em nitrogênio, fósforo e potássio.
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ADUBO ORGÂNICO (VIAGRA)
70% de torta de mamona
10% de farinha de osso
10% de cinza vegetal
10% de esterco de aves (bem curtido)
misture tudo e coloque a quantidade de uma colher de chá sobre o substrato, na parte traseira da planta, a cada 3 meses.

ADUBOS INORGÂNICOS

A partir do símbolo químico dos 3 elementos mais exigidos por qualquer planta, generalizou-se o nome do mais famoso adubo químico: NPK.

São obtidos a partir da extração mineral ou do refino de petróleo. É o caso dos fosfatos, cloretos, sulfatos, salitres-do-chile e do famoso NPK.
NPK, aliás, nada mais é do que a representação química dos três componentes principais destes adubos. N de nitrogênio, P de fósforo e K de potássio – os três elementos químicos que, como já vimos, as plantas mais dependem para viver.
Nitrogênio
É o elemento químico do qual as plantas necessitam em maior quantidade. Estimula a brotação e o enfolhamento, e é o responsável pelo “verde saúde” das folhas.
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DICA N.º 2
Uma dose bem aplicada de nitrogênio deixa as folhas das orquídeas mais carnudas e com um verde mais intenso. A falta desse elemento inibe os processos vegetativos, reduzindo o tamanho das folhas e dando-lhes uma cor verde-amarelada. A aplicação de nitrogênio em excesso, no entanto, acaba estimulando demais o crescimento, tornando os tecidos vegetais flácidos e sem resistência para enfrentar o ataque de pragas e doenças.
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Fósforo
É outro elemento básico na vida vegetal. Junto ao nitrogênio, é fator de precocidade e qualidade. Sua ação principal relaciona-se com a florada e a frutificação, com o desenvolvimento de raízes e o enrijecimento dos órgãos vegetativos.
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DICA N.º 3
As plantas bem nutridas de fósforo são altamente resistentes às doenças. A falta deste elemento químico pode ser notada pela cor avermelhada das folhas, pelo crescimento lento demais e pela pouca exuberância da floração.
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Potássio
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É um macronutriente com um importante papel na vida vegetal. Sua presença na seiva das plantas é indispensável, principalmente para maximizar os efeitos da adubação nitrogenada. Além de contribuir muito para o desenvolvimento e a saúde do sistema radicular.
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DICA N.º 4
Quando o teor de potássio aumenta na seiva, ocorre uma economia de água nos tecidos das plantas. É que este elemento químico tem a propriedade de regular o fechamento dos estômatos, os poros vegetais, reduzindo as perdas de água pela transpiração e, portanto, conferindo à planta maior resistência à falta d´água e baixas temperaturas.
DICA N.º 5
Durante a fase de crescimento, adube as suas orquídeas a cada 15 dias com adubos foliares, mas deixe para regar 48 após a aplicação.
DICA N.º 6
Evite o uso de água clorada para misturar com os fertilizantes.
DICA N.º 7
Não esqueça que a diferença entre o remédio que cura e o veneno que mata às vezes está apenas na dosagem. Concentrações altas de fertilizantes são altamente tóxicas para as plantas.

FÓRMULAS DE ADUBOS QUÍMICOS MAIS RECOMENDADOS

PLANTAS ADULTAS
Fertilizante líquido NPK 18-18-18 ou 20-20-20, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverizado sobre as folhas.
 

PLANTAS NOVAS
Fertilizante líquido NPK 30-10-10, diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante e pulverização sobre as folhas.
NA ÉPOCA DA FLORADA
Fertilizante líquido NPK 30-10-10, ou 10-30-20, a ser diluído em água nas proporções indicadas pelo fabricante, e pulverizado nas folhas a partir do surgimento das espatas (botões) até o final da floração.

CALDA DE ESTERCO
Num balde de 20 litros de água, deixe em infusão cerca de 1 litro de esterco (5% do volume do balde), por 10 dias.
Use a calda resultante para diluir na água das regas das orquídeas, numa proporção de mais ou menos 10% de calda para 90% de água.
 

Espécies
14/12/2010 12:50:18
O CUIDADO COM CADA ESPÉCIE
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CLIQUE NO NOME
BIFRENARIA
BRASSAVOLA
BRASSIA
CATASETUM
CATTLEYA
COELOGYNE
CYMBIDIUM
CYTRAPODIUM
DENDROBIUM
ENCYCLIA
EPIDENDRUM
GOMESA
LAELIA
MASDEVALLIA
MAXILLARIA
MILTONIA
ONCIDIUM
PAPHIOPEDILUM
PHALAENOPSIS
PLEUROTHALLIS
POLYSTHACHYA
RODRIGUEZIA
SOPHRONITIS
VANDA
VANILLA
ZYGOPETALLUM
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INICIAÇÃO AO CULTIVO DE CATASETUM

AMBIENTE
Ao iniciar o cultivo de catasetum é necessário a escolha de um local com boa ventilação e que tenha uma cobertura para proteção do excesso de chuva e separado de outras plantas.

A maioria dos catasetum são plantas de regiões quentes, e maioria das espécies não tolera a exposição por muito tempo a baixa temperatura ou seja inferior a 4 Cº e neste caso as plantas deverão ser abrigadas em lugares aquecidos.

PLANTIO
O transplante ou plantio deverá ser feito no final do inverno, quando as plantas começam a brotar e emitir as raízes novas. Os vasos indicados são de plástico para as regiões secas e de barro para as regiões onde há muita umidade e deve-se escolher

Catasetum Pileatum
vaso proporcional ao tamanho das plantas. O substrato fica a critério de cada um, o importante é que dê condições de aeração, fixação e disponibilidades de nutrientes. Exemplo : xaxim, musgo coxim, piassava, casca de arvores (Pinus, corticeira, peroba, ipês, etc..)

CICLO VEGETATIVO
Os catasetum tem dois períodos distintos ou seja período de crescimento e período de dormência. No período de crescimento os mesmo necessitam de muita água, adubação e tratos culturais, enquanto no período de dormência, que começa logo após as quedas das folhas é neste período que as plantas deverão ficar sem receber água e protegidos de chuvas, com exceção as espécies do alto Amazonas que poderão ser irrigados levemente a cada 15 dias evitando de irrigar nos dias de alta umidade ou dias que a temperatura estiver baixa.

IRRIGAÇÕES
Os cuidados com ás irrigações: irrigar os catasetum somente pela manhã e evitar de irrigar nos dias de alta umidade de modo que à tarde as partes aéreas das plantas estejam enxutas, se a sua região é de alta umidade faça a irrigação somente no substrato evitando que os pequenos brotos fiquem com a água acumulada, o que pode vir a causar o apodrecimento do mesmo. Neste período de crescimento deve-se irrigar com abundância.

ADUBAÇÃO
Para se obter plantas fortes é necessário uma boa adubação no período de crescimento mas sem exagerar na dosagem. Usa-se as doses recomendadas, porem aplique com mais freqüência, usando a formulação balanceada Ex: 10-10-10 ou 20-20-20, dependendo do substrato, pode-se fazer o uso da torta de mamona, usando meia colher de chá em uma só aplicação logo após o inicio da brotação, não é recomendado aplicar quando o substrato for xaxim ou musgo.

TRATOS CULTURAIS
No período de crescimento os catasetum estão sujeitos ao ataque de pragas e fungos;

Pragas: As principais pragas que atacam os catasetum são : Ácaros, lagartos, percevejos, pulgões, cochinilhas e besouro.

Ácaros: Atacam as folhas tornando-as amarelas que posteriormente secam. Quando os bulbos estão em formação, prejudicam o desenvolvimento dos mesmos ou levam a perda total. 

Lagartas: Atacam brotos e folhas novas e a haste floral. No caso dos brotos, este comem o miolo, o que leva à perda do bulbo que ira  se formar.

Percevejos: Estes são menos comum e atacam principalmente a haste floral sugando-as e levando a queda dos botões.

Pulgões e Cochinilhas: Estes atacam raízes, bulbos, folhas e principalmente os brotos sugando-os e podendo levar a perda total da planta se não for tratada a tempo.

Besouro: Este quando em forma de larva desenvolve-se dentro da haste floral o botões o que leva a perda da floração. Na forma adulto, atacam as flores.

Cuidados: Verifique as plantas periodicamente e quando notar a presença destas pragas, consulte um técnico para orienta-lo no tratamento.

Fungos: Estes aparecem nos bulbos, gemas e folhas. O que geralmente são causado pôr excesso de umidade e a falta de ventilação . Os principais danos são a perda das folhas ou das plantas quando ocorrem nas gemas. Quando notar o aparecimento de pequenas manchas escuras em qualquer parte das plantas, deve-se fazer aplicação de um bom fungicida e procurar arejar mais as plantas.

Este informativo foi elaborado para dar orientação aos iniciantes no cultivo de catasetineas.

Autorizado pela
Lurdinha
Bela Vista Orchids 
http://www.bvorchids.com.br/

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CULTIVO DE VANDA E AFINS

A Vanda é uma orquídea de origem asiática que necessita de calor e umidade.

Pode florescer até quatro vezes por ano em condições idéias, mas, se a temperatura baixar a 15 graus, ou menos, durante algumas semanas, pode entrar em estado de repouso ou estagnação por vários meses.

Se a temperatura atingir 30 graus ou mais, mantenha o chão bem molhado, para ou mais, mantenha o chão bem molhado, para aumentar a umidade relativa do ar nas suas imediações.

Requer muito adubo de forma foliar e radicular, porque suas raízes são aéreas. O adubo deve ter maior teor de fósforo, tipo 15-30-20, pois seu caule precisa crescer para uma nova floração. Suas flores podem durar cerca de 30 dias.

Você pode amarra-la num coqueiro, voltada para o lado norte, ou numa haste comprida, mas, se for plantar em vaso, que ele sirva só de base, nunca enterre suas raízes.

Se uma Vanda adulta, bem enraizada, com folhas de igual dimensão do topo à base, não injuriada pelo frio, não florescer, é porque faltou iluminação e/ou rega constante com água levemente em dias quentes e secos.

A Vanda deve ser colocada num local onde local onde receba luz filtrada nas horas de sol mais forte e iluminação direta do sol da manhã e do fim de tarde. Não deve haver nenhuma outra planta que lhe faça sombra em qualquer hora do dia.

Uma Vanda sem boas condições pode até florescer, mas suas haste será curta, com flores menores e forma medíocre.

Autorizado por
Mirene
http://www.orquidariooriental.com.br

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COLECIONANDO DENDROBIUM
Por Maria Lucia Alvarenga Peixoto
O gênero Dendrobium é um dos maiores da família Orquidácea, só perdendo para o gênero Bulbophyllum. 
O número de espécies que ele contem não é muito preciso. Muitos botânicos dizem que é de, pelo menos, 1000, enquanto outros acham que é de mais de 1400. 
O gênero é tão grande que se pensa em dividi-lo em gêneros menores, mas os taxonomistas não deram sua aprovação. Em vez disso, ele é dividido em seções.
Originalmente do Sudeste da Ásia, o Dendrobium tem uma vasta distribuição: das ilhas do Pacífico ao Himalaia, incluindo Burma, Malásia, Sul da China, Tailândia, Japão, Filipinas, Austrália e Nova Zelândia. Em especial está a Papua Nova Guiné, onde há uma grande quantidade de Dendrobiums diferentes.

Dendrobium chrysanthum
A grande maioria dos Dendrobiums é de plantas epífitas. Umas poucas foram encontradas em rochas e outras, em ainda menor número, são terrestres, por isso Olaf Swartz, que estabeleceu o gênero em 1799, deu-lhe o nome “Dendrobium”, do grego “dendros” = árvore e “bios” = vida ou, em outras palavras, “planta vivendo nas árvores”.
Adaptado a um vasto número de diferentes “habitats”, os Dendrobiums variam consideravelmente em sua estrutura. As folhas variam em tamanho, de minúsculas a muito grandes, cilíndricas, suculentas, persistentes ou decíduas, longas, estreitas ou largas, com formas curiosas e numa grande variedade de tons de verde. Umas poucas têm pelos. Os pseudobulbos podem ser ovoides, fusiformes, lisos ou com nós salientes, na forma de canas longas, macias ou duras, pendentes ou eretas. Há plantas com pseudobulbos mínimos, com cerca de 1 cm (Den. delicatum, Den. awesii) e outros que chegam a 5 m. 
O Dendrobium é planta simpodial, geralmente com um rizoma do qual novos pseudobulbos ou novas raízes se desenvolvem cada ano. 
As flores são muito variáveis em forma, textura, duração e em grande parte são grandes e coloridas. Quase todas as cores podem ser encontradas nesse gênero, exceto, talvez, o azul, sendo que algumas cores contrastantes numa única flor, o que a torna espetacular. É o caso de um Dendrobium que tive, Den. obtusisepalum, da Nova Guiné, de cor amarela e alaranjada, belíssimo, mas que já morreu. 
Há flores que duram menos que um dia e outras que duram muitos meses, como é o caso do Dendrobium cuthbertsonii, que chegam a durar 9 meses. A maioria tem flores que duram de 2 a 3 semanas. Em poucas plantas as flores são solitárias, mas na maioria elas são em cachos. 
Os Dendrobiums são as orquídeas mais floríferas na natureza e também em cultivos com boas condições, o que os fazem mais atrativos e dos mais populares mundialmente. Cada ano mais pessoas se tornam conhecedoras da beleza dos Dendrobiums. É natural, então, que muitos hibridadores tenham se concentrado grandemente nesse gênero. Em muitos casos os híbridos são um melhoramento das espécies e os híbridos modernos são mais fáceis de cultivar do que as espécies colhidas nos seus habitats. 
Minha preferência é pelas espécies e já tive vários Dendrobiums especiais da Nova Guiné, mas que não resistiram ao meu cultivo. 
Há Dendrobiums em todos os tipos de climas : frio, temperado, quente úmido e quente seco e embora sejam extremamente diferentes, na maioria dos Dendrobiums, as necessidades são as mesmas. 

Falemos sobre o cultivo dos Dendrobiums:

LUZ

Quase todos gostam de luz natural intensa para que desenvolvam pseudobulbos saudáveis, mas deve ser evitado o sol forte direto, que pode queimar suas folhas. Esse tipo de luz, entretanto, não é necessário o ano todo, mas sim no período de crescimento ativo. Por causa disso é difícil criar Dendrobiums dentro de casa ou sob luz artificial.

TEMPERATURA

Conforme já dissemos, há Dendrobiums para quase todas as condições de temperatura e por causa de suas necessidades especiais, em têrmos de água e calor, é possível dividir o gênero em seis grupos de cultivo, que consideraremos mais adiante.

UMIDADE E REGA

Durante seu período de crescimento, o Dendrobium necessita de regas abundantes, particularmente no verão. Entre uma rega e outra é importante deixar o substrato secar quase completamente. Boa ventilação e a boa secagem das raízes entre as regas são absolutamente essenciais, senão a função respiratória da planta, da qual as raízes são responsáveis, fica seriamente comprometida. 
No verão a freqüência das regas é de uma vez a cada dois ou três dias. No outono e no inverno, há duas situações a considerar:
Dendrobium com folhas persistentes: deve ser dada uma quantidade de água que evite os pseudobulbos murcharem (+/- uma vez por semana).
Dendrobium com folhas decíduas: não deve ser regado, a não ser muito espaçadamente, para evitar que ele seque demais.
O nível de umidade deve ser 60-70% durante o crescimento e ele pode ser reduzido grandemente no período de repouso.

ADUBAÇÃO

O Dendrobium em geral necessita de muita adubação e isso deve ser feito no mínimo duas vezes por mês no verão e enquanto está crescendo, com um fertilizante do tipo NPK 30-10-10 ou 20-20-20 e no fim do verão e no outono um fertilizante com mais fósforo (P) para prepará-lo para a floração. Exceção a essa regra geral são as espécies de grande altitude da Nova Guiné, que necessitam bem pouca adubação. 
Nunca se deve esquecer de molhar o substrato antes de aplicar o fertilizante. Os livros aconselham que durante o período de repouso não se deve adubar os Dendrobiums, mas há orquidófilos que usam adubo nessa época, porém em menos quantidade.

REPLANTIO E SUBSTRATO

Replantar é um aspecto importante no cultivo dos Dendrobiums. 
Eles devem ficar firmes no vaso, com algum suporte. Plantas frouxas nunca se desenvolvem. O vaso deve ser tão pequeno quanto possível, proporcional ao tamanho das raízes. 
Um vaso pequeno garante uma melhor drenagem e a secagem das raízes entre as regas. Sob essas condições o substrato se decompõe muito mais devagar e o replante, que é um evento dramático para o Dendrobium, somente será feito a cada três ou quatro anos. Esse intervalo ajuda a produzir raízes vigorosas, o que não seria o caso se replantado anualmente. 
O problema do equilíbrio que surge com plantas longas num vaso pequeno, pode ser resolvido colocando o vaso pequeno dentro de um maior e entre eles pedras ou então dependurando o vaso. 
O vaso dependurado é ideal para cultivar Dendrobiums pendentes e mais, essa solução beneficia a planta com mais calor e luz, melhora a drenagem e concorre para seu melhor crescimento. Vasos com aberturas no fundo e na lateral arejam o substrato e o seca mais rapidamente. 
Muitos orquidófilos usam placas de xaxim, casca de árvores ou troncos para amarrar os Dendrobiums, criando condições parecidas com as do habitat. 
O momento ideal para o replantio é quando as raízes começam a crescer, o que acontece com os Dendrobiums na primavera. É um erro grande replantar quando a orquídea está em repouso, o que pode ocasionar a sua morte.
Algumas precauções a serem a serem observadas :
Não regar por uma ou duas semanas, mantendo a planta na sombra, onde não seja muito quente.
Deve-se usar um spray na folhagem para evitar ressecamento.
O tipo de substrato varia consideravelmente : xaxim, coco, pedaços de casca de pinho, etc. 
Não se deve usar asfágno ou outro substrato que retenha muita água.

PROPAGAÇÃO

As espécies de Dendrobium são facilmente reproduzidas através das sementes. Também através de meristema ou outras técnicas de cultura de tecidos. 
Um método extremamente fácil e bem popular de propagação é através dos keikis, pequenas plantas que se desenvolvem em pseudobulbos, tipo canas antigas, que devem ser destacados quando tiverem dois ou três pseudobulbos e raízes de 5 a 10 cm. Essas mudas são idênticas à planta mãe. 
A divisão das plantas, ao replantar, não é um bom método de reprodução. Se a divisão é feita com um rizoma muito curto, o choque da planta pode ser muito grande. A tendência moderna é replantar e deixar um intervalo de umas três semanas antes de fazer a divisão no próprio vaso e não regar dentro de uma semana. 
Como em todas as orquídeas simpodiais, a regra dos três pseudobulbos deve ser seguida. Isto produz um melhor efeito estético e as flores serão de melhor qualidade. 
O corte de pseudobulbos é outro método de reprodução. É possível cortar um pseudobulbo velho em 10 ou mais peças, cada uma possuindo entrenós. Coloque-os num meio úmido e morno como em areia ou asfágno. Em poucas semanas algumas plantinhas aparecem, tipo keikis, que podem ser plantados mais tarde.

GRUPOS DE CULTIVO

Levando em conta suas necessidades em termos de rega e temperatura, os Dendrobiums podem ser divididos em seis grupos de cultivo:

Grupo I: 
É o dos Dendrobiums de folhas decíduas, que devem ser mantidos numa temperatura intermediária ou quente na primavera e verão e fria no inverno. Enquanto em crescimento as plantas devem ser regadas e adubadas generosamente e ter bastante luz, enquanto no inverno a rega deve ser totalmente suspensa e a adubação interrompida, mantendo bastante luz. Se não tiverem esse tratamento no inverno, eles não vão florir propriamente e, no lugar de flores, eles produzirão keikis. As principais espécies nesse grupo são: Dendrobium nobile, Den. chrysanthum e Den. wardianum.

Grupo II: 
É o dos Dendrobiums de folhas decíduas e que devem ser mantidos numa temperatura quente o ano todo e mantido seco no período de repouso no inverno, apenas tendo alguma rega leve para os pseudobulbos não murcharem. 
Rega e adubação devem ser abundantes no verão e interrompidas no inverno. 
Apesar de sua necessidade de luz, esses são os únicos Dendrobiums que tem alguma chance de se adaptar dentro de casa. 
As principais espécies desse grupo são: Den. anosmum ou superbum, Den. findlayanum, Den. heterocarpum ou aureum, Den. parishii, Den. pierardi e Den. aggregatum (incluído neste grupo apesar de ter folhas persistentes).

Grupo III: 
É o dos Dendrobium de folhas persistentes e que devem ser cultivados como os do Grupo I, mantidos na temperatura intermediária ou quente no verão e fria no inverno. Entretanto, devido ao fato de terem folhas persistentes, eles não precisam de um período seco no inverno, somente regas menos freqüentes neste período, por causa da evaporação mínima e da diminuição do metabolismo da planta. Rega e adubação devem ser abundantes no verão. 
As principais espécies são: Den. densiflorum, Den. farmeri, Den. fimbriatum, Den. moschatum e Den. thyrsiflorum.

Grupo IV: 
É o dos Dendrobiums de folhas persistentes, mas, na maioria, plantas de altitude alta que devem ser cultivadas o ano todo em temperatura fria, com boa luminosidade. A temperatura noturna não deve cair abaixo de 12 graus centígrados no inverno e 15 graus no verão. 
A rega deve ser suspensa por um breve período de cerca de três semanas após a fase de crescimento, isto é, no começo do outono. 
Incluídos neste grupo estão os Dendrobiums da seção formosae, que são os que tem pelos negros. São eles: Den. dearei, Den. formosum, Den. lyonii, Den. infundibulum, Den. macrophylum, Den. sanderae e Den. schwetzei e outros da seção Pycnostachya: Den. secundum, Den. pseudoagylome, Den. victoriae-reginae, Den. bracteosum e Den. smillieae.

Grupo V: 
É o dos Dendrobiums de folhas persistentes, tendo necessidades semelhantes às do grupo IV, mas são cultivados em temperaturas mais altas, isto é, em temperatura intermediária, nunca abaixo de 15 graus centígrados. 
Muito orquidófilos não proporcionam período de repouso a este grupo, mas as opiniões variam e outros dão cerca de três semanas após o período de crescimento, com bons resultados aparentemente. 
Este grupo inclui os conhecidos como Dendrobium antílope, em referência às pétalas laterais torcidas. As principais espécies são: Den. taurinum, Den. undulatum, Den. veratrifolium, Den. gouldii e Den. stratiotes.

Grupo VI: 
É o dos Dendrobiums de folhas persistentes, mas que devem ser mantidos em temperatura quente. A temperatura noturna, nunca abaixo de 15 graus centígrados no inverno e abaixo de 17 no verão. Gostam de luz intensa, mas os híbridos de Dendrobium phalaenopsis crescem em condições de pouca luz. 
A redução de regas após o período de crescimento é necessária para a boa formação da inflorescência. A água deve ser abundante quando a floração começa e diminuída outra vez até o aparecimento de novos brotos. É essencial usar a água em spray durante esses períodos de racionamento de água. 
Estão incluídos neste grupo: Den. phalaenopsis (também híbridos), Den. bigibbum e Den. superbiens (híbrido natural entre Den. bigibbum e Den. discolor). 

PESTES E DOENÇAS

Dendrobiums sofrem com as mesmas pestes que as outras orquídeas criadas num orquidário: ácaros, pulgões e cochonilas são as piores. Caramujos e lesmas atacam os brotos e botões das flores e devem ser catados à noite. 
Também várias bactérias e fungos atacam os Dendrobiums. 
Vírus não é um grande problema com os Dendrobiums, a não ser que sejam contaminados por plantas infectadas na coleção. 

ALGUNS LIVROS RECOMENDADOS E CONSULTADOS:

Orchid Species Culture: Dendrobium - Margaret L. Baker and Charles O. Baker
Dendrobiums: An Introduction to the Species in Cultivation - Sybella Schelpe and Joyce Stewart
Dendrobium Orchids of Australia - Walter T. Upton
Orchid: Care and Cultivation - Gérald Leroy-Terquem and Jean Parisot

Fonte: www.aorquidea.com.br

Gêneros
14/12/2010 12:49:21
GENÊROS
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As orquídeas estão organizadas em mais de 1.800 gêneros, subdivididos em torno de 30.000 espécies. Vou procurar colocar os GÊNEROS BRASILEIROS nesta página dando  enfoque as nossas orquídeas.
Estas informações serão complementadas a medida em que forem aparecendo novos dados.
Toda informação adicional será bem vinda.

ATENÇÃO - É pretensão do site A ORQUÍDEA colocar fotos para o máximo dos nossos gêneros, para isto, preciso contar com a ajuda dos nossos usuários, informações como foto de detalhes e breve comentários de cuidados serão inseridos. Em todas as fotos constará o crédito do remetente. 

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Catasetum

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B
x Baptikoa, Baptistonia, Barbosella, Barbrodria, Barkeria, Barlia, Bartholina, Basigyne, Basiphyllaea, Baskervilla, Batemannia, Beclardia, Beloglottis, Benthamia, Benzingia, Biermannia, Bifrenaria, Binotia, Bipinnula, Bletia, Bletilla, Bogoria, Bolbidium, Bollea, Bolusiella, Bonatea, Bonniera, Brachionidium, Brachtia, Brachycorythis, Brasilaelia, Brachypeza, Brachystele, Bracisepalum, Braemia, Brassavola, Brassia, Brenesia, Briegeria, Bromheadia, Broughtonia, Brownleea, Buchtienia, Bulbophyllum, Bulleyia, Burnettia, Burnsbaloghia
 

C
Cadetia Gaudich., Caladenia R.Br., Calanthe R.Br., Caleana R.Br., Callostylis, Calochilus R.Br., Calopogon R.Br., Caluera, Calymmanthera, Calypso Salisb. , Calyptrochilum, Campanulorchis, Campylocentrum , Capanemia, Cardiochilus, Catasetum, x Catcylaelia J.M.H.Shaw (Cattleya x Encyclia x Laelia), Cattleya Lindl.: Catléia, Cattleyella Van den Berg & M.W.Chase, Cattleyopsis Lemaire, x Catyclia J.M.H.Shaw (Cattleya x Encyclia), Caucaea, Caularthron Raf., x Caultonia Griffits & J.M.H.Shaw (Broughtonia x Caularthron), Centroglossa, Centrostigma Schltr., Cephalanthera Rich., Cephalantheropsis, Ceraia, Ceratandra, Ceratocentron, Ceratochilus, Ceratostylis Blume, x Chadwickara G.Monnier & J.M.H.Shaw ((Pabstia x Zygopetalum x Zygosepalum), Chamaeangis, Chamaeanthus, Chamaegastrodia, Chamelophyton, Chamorchis, Changnienia, Chaseella, Chaubardia, Chaubardiella, Chauliodon, Cheiradenia, Cheirostylis, Chelonistele, Chelyorchis, x Chelyopsis J.M.H.Shaw (Psychopsis Raf. *x Chelyorchis Dressler & N.H.Williams)., Chiloglottis R.Br., Chilopogon, Chiloschista Lindl., Chiloterus, Chironiella, Chitonanthera, Chitonochilus, Chloraea, Chondradenia, Chondrorhyncha Lindl., Chroniochilus, Chrysocycnis, Chrysoglossum, Chusua, Chysis Lindl., Chytroglossa, Cirrhaea Lindl., Cirrhopetalum: Cirropétalo, Cischweinfia, Claderia, Cleisocentron, Cleisomeria, Cleisostoma Blume, Cleistes, Clematepistephium, Clowesia Lindl., Coccineorchis, Cochleanthes Raf. : Orquídia de leque, Cochlioda Lindl., Cocleorchis, Codonorchis, Codonosiphon, Coelia Lindl., Coeliopsis, Coeloglossum, Coelogyne Lindl., Coilochilus, Coilostylis Withner & P.A.Harding, Collabium, Colombiana, Comparettia Poepp. & Endl., x Compelenzia ((Comparettia x Rodriguezia x Zelenkoa), Comperia, x Comptoglossum (Himantoglossum Spreng. x Comperia K.Koch), Conchidium, Condylago Leur, Constantia, Corallorrhiza (Haller) Chatelaine, Cordiglottis, Corunastylis, Coryanthes Hook., Corybas Salisb., Corycium, Corymborkis , Corysanthes, Cottonia, Cotylolabium, Cranichis, Cremastra, Cribbia, Crocodeilanthe, Crossoglossa, Cryptarrhena, Cryptocentrum, Cryptochilus, Cryptopus, Cryptopylos, Cryptostylis R.Br., Cucumeria, Cuitlauzina, Cyanaeorchis, Cyanicula , x Cyanthera , Cybebus, Cyclopogon, Cycnoches Lindl., Cylindrolobus, Cymbidiella Rolfe, Cymbidium Sw., Cymboglossum, Cynorkis Thouars, Cyphochilus, Cypholoron, Cypripedium L., Cyrtidiorchis, Cyrtochilum , Cyrtopodium R.Br. , Cyrtorchis Schltr., Cyrtosia, Cyrtostylis, Cystorchis
 

D
Dactylorchis, Dactylorhiza, Dactylorhynchus, Dactylostalix, Degranvillea, Deiregyne, Demorchis, Dendrobium, Dendrochilum, Dendrophylax, Devogelia, Diadenium, Diaphananthe, Diceratostele, Dicerostylis, Dichaea, Dichromanthus, Dickasonia, Dictyophyllaria, Didactylus, Didiciea, Didymoplexiella, Didymoplexis, Diglyphosa, Dignathe, Dilochia, Dilochiopsis, Dilomilis, Dimerandra, Dimorphorchis, Dinema, Dinklageella, Diothonea, Diphylax, Diplandrorchis, Diplocaulobium, Diplocentrum, Diplolabellum, Diplomeris, Diploprora, Dipodium, Dipteranthus, Dipterostele, Disa, Discyphus, Disperis, Disticholiparis, Distylodon, Diteilis, Dithyridanthus, Diuris, Dockrillia, Dodsonia, Dolichocentrum, Domingoa, Doritis, Doritaenopsis, Dossinia, Dracontia, Dracula, Drakaea, Dresslerella, Dressleria, Dryadella, Dryadorchis, Drymoanthus, Drymoda, Duckeella, Dungsia, Dunstervillea, Dyakia
 

E
Earina, Eggelingia, Eleorchis, Elleanthus , Elongatia, Eloyella, Eltroplectris , Elythranthera, Embreea, Empusa, Empusella, Encyclia, Entomophobia, Eparmatostigma, Ephippianthus, Epibator, Epiblastus, Epiblema, Epicranthes, Epidanthus, Epidendrum, Epigeneium, Epilyna, Epipactis, Epipogium, Epistephium, Eria, Eriaxis, Ericksonella, Eriochilus, Eriodes, Eriopexis, Eriopsis, Erycina, Erythrodes, Erythrorchis, Esmeralda, Euanthe, Eucosia, Eulophia, Eulophiella, Euphlebium, Euryblema, Eurycaulis, Eurycentrum, Eurychone, Eurystyles, Evotella
 

F
Fernandezia, Ferruminaria, Fimbriella, Fimbrorchis, Flickingeria, Frondaria, Fuertesiella, Funkiella
 

G
Galeandra, Galearis, Galeola, Galeottia, Galeottiella, Garaya, Gastrochilus, Gastrodia, Gastrorchis, Gavilea, Geesinkorchis, Gennaria, Genoplesium, Genyorchis, Geoblasta, Geodorum, Glomera, Glossodia, Glossorhyncha, Gomesa, Gomphichis, Gonatostylis, Gongora, Goniochilus, Goodyera , Govenia , Gracielanthus, Grammangis, Grammatophyllum, Graphorkis, Grastidium, Greenwoodia, Grobya, Grosourdya, Guarianthe, Gularia, Gunnarella, Gunnarorchis, Gymnadenia, Gymnadeniopsis, Gymnochilus, Gynoglottis
 

H
Habenaria, Hadrolaelia, Hagsatera, Hammarbya, Hancockia, Hapalochilus, Hapalorchis, Haraella, Harrisella , Hederorkis, Helcia, Helleriella, Helonoma, Hemipilia, Herminium, Herpetophytum, Herpysma, Herschelianthe, Hetaeria, Heterozeuxine, Hexalectris, Hexisea, Himantoglossum, Hintonella, Hippeophyllum, Hirtzia, Hispaniella, Hoehneella, Hoffmannseggella, Hofmeisterella, Holcoglossum, Holopogon, Holothrix, Homalopetalum, Horichia, Hormidium, Horvatia, Houlletia, Huntleya, Huttonaea, Hybochilus, Hydrorchis , Hygrochilus, Hylophila, Hymenorchis
 

I
Imerinaea, Imerinorchis, Inobulbon, Ione, Ionopsis, Ipsea, Isabelia, Ischnocentrum, Ischnogyne, Isochilus, Isotria, Ixyophora
 

J
Jacquiniella, Jejosephia, Jonesiopsis, Jostia, Jumellea
 

K
Kalimpongia, Kaurorchis, Kefersteinia, Kegeliella, Kerigomnia, Kinetochilus, Kingidium, Kionophyton, Koellensteinia, Konantzia, Kraenzlinella , Kreodanthus, Kryptostoma, Kuhlhasseltia
 

L
Lacaena, Laelia, Laeliocattleya, Laeliopsis, Lanium, Lankesterella, Leaoa, Lecanorchis, Lemboglossum, Lemurella, Lemurorchis, Leochilus, Lepanthes, Lepanthopsis, Lepidogyne, Leporella, Leptotes, Lesliea, Leucohyle, Ligeophila, Limodorum, Lindleyalis, Liparis, Listera, Listrostachys, Lockhartia, Loefgrenianthus, Ludisia , Lueddemannia, Luisia, Lycaste, Lycomormium, Lyperanthus, Lyroglossa
 

M
Macodes, Macradenia, Macroclinium, Macropodanthus, Madisonania, Malaxis, Malleola, Manniella, Margelliantha, Masdevallia, Mastigion, Maxillaria, Mecopodum, Mediocalcar, Megalorchis, Megalotus, Megastylis, Meiracyllium, Mendoncella, Mesadenella, Mesadenus , Mesoglossum, Mesospinidium, Mexicoa, Microchilus, Microcoelia, Microlaelia, Micropera, Microphytanthe, Microsaccus, Microtatorchis, Microthelys, Microtis, Miltonia, Miltoniopsis, Mischobulbum, Mixis, Mobilabium, Moerenhoutia, Monadenia, Monanthos, Monomeria, Monophyllorchis, Monosepalum, Mormodes, Mormolyca, Mycaranthes, Myoxanthus, Myrmechila, Myrmechis, Myrmecophila, Myrosmodes, Mystacidium
 

N
Nabaluia, Nageliella, Neobathiea, Neobenthamia, Neobolusia, Neoclemensia, Neocogniauxia, Neodryas, Neoescobaria, Neofinetia, Neogardneria, Neogyna, Neomoorea, Neotinea, Neottia, Neottianthe, Neowilliamsia, Nephelaphyllum, Nephrangis, Nervilia, Neuwiedia, Nidema, Nigritella, Nothodoritis, Nothostele, Notylia
 

O
Oberonia, Octarrhena, Octomeria, Odontochilus, Odontoglossum, Odontorrhynchus, Oeceoclades, Oeonia, Oeoniella, Oerstedella, Oestlundorchis, Olgasis, Oligochaetochilus, Oligophyton, Oliveriana, Omoea, Oncidium, Ophidion, Ophrys, Orchipedum, Orchis, Oreorchis, Orestias, Orleanesia, Ornithocephalus, Ornithochilus, Ornithophora, Orthoceras, Osmoglossum, Ossiculum, Osyricera, Otochilus, Otoglossum, Otostylis
 

P
Pabstia, Pachites, Pachyphyllum, Pachyplectron, Pachystele, Pachystoma, Palmorchis, Palumbina, Panisea, Pantlingia, Paphinia, Papilionanthe, Papillilabium, Paphiopedilum, Papperitzia, Papuaea, Paradisanthus, Paralophia, Paraphalaenopsis, Parapteroceras, Pecteilis, Pedilochilus, Pedilonum, Pelatantheria, Pelexia, Pennilabium, Peristeranthus, Peristeria, Peristylus, Pescatoria, Phaius , Phalaenopsis, Pheladenia, Pholidota , Phoringopsis , Phragmipedium, Phragmorchis, Phreatia, Phymatidium, Physoceras, Physogyne, Pilophyllum, Pinelia, Piperia , Pityphyllum, Platanthera, Platantheroides, Platycoryne, Platyglottis, Platylepis, Platyrhiza, Platystele, Platythelys, Plectorrhiza, Plectrelminthus, Plectrophora, Pleione, Pleurothallis, Pleurothallopsis, Plexaure , Plocoglottis, Poaephyllum, Podangis, Podochilus, Pogonia, Pogoniopsis, Polycycnis, Polyotidium, Polyradicion, Polystachya, Pomatocalpa, Ponera, Ponerorchis, Ponthieva , Porolabium, Porpax, Porphyrodesme, Porphyroglottis, Porphyrostachys, Porroglossum, Porrorhachis, Potosia , Prasophyllum, Prescottia, Pristiglottis, Proctoria, Promenaea, Prosthechea, Protoceras, Pseudacoridium, Pseuderia, Pseudocentrum, Pseudocranichis, Pseudoeurystyles, Pseudogoodyera, Pseudolaelia, Pseudorchis, Pseudovanilla, Psilochilus, Psychilis, Psychopsiella, Psychopsis, Psygmorchis, Pterichis, Pteroceras, Pteroglossa, Pteroglossaspis, Pterostemma, Pterostylis, Pterygodium, Pygmaeorchis, Pyrorchis
 

Q
Quekettia, Quisqueya
 

R
Rangaeris, Rauhiella, Raycadenco, Reichenbachanthus, Renanthera, Renantherella, Restrepia, Restrepiella, Restrepiopsis, Rhaesteria, Rhamphorhynchus, Rhinerrhiza, Rhipidorchis , Rhizanthella, Rhynchogyna, Rhyncholaelia, Rhynchophreatia, Rhynchostele, Rhynchostylis, Rhytionanthos, Ridleyella, Rimacola, Risleya, Robiquetia, Rodriguezia, Rodrigueziella, Rodrigueziopsis, Roeperocharis, Rossioglossum, Rubellia, Rudolfiella, Rusbyella
 

S
Saccoglossum, Saccolabiopsis, Saccolabium, Sacoila, Salacistis, Salpistele, Sanderella, Sarcanthopsis, Sarcochilus, Sarcoglottis, Sarcoglyphis, Sarcophyton, Sarcostoma, Satyridium, Satyrium, Saundersia, Sauroglossum, Scaphosepalum, Scaphyglottis, Scelochiloides, Scelochilus, Schiedeella, Schistotylus, Schizochilus, Schizodium, Schlimmia, Schoenorchis, Schomburgkia, Schwartzkopffia, Scuticaria, Sedirea, Seidenfadenia, Seidenfia , Sepalosiphon, Serapias, Sertifera, Sievekingia, Sigmatostalix, Silvorchis, Sinorchis, Sirhookera, Skeptrostachys, Smithorchis, Smithsonia, Smitinandia, Sobennikoffia, Sobralia, Solenangis, Solenidiopsis, Solenidium, Solenocentrum, Sophronitella, Sophronitis, Soterosanthus, Spathoglottis, Specklinia, Sphyrarhynchus, Sphyrastylis, Spiculaea, Spiranthes, Stalkya, Stanhopea, Staurochilus, Stelis, Stellilabium, Stenia, Stenocoryne, Stenoglottis, Stenoptera, Stenorrhynchos , Stephanothelys, Stereochilus, Stereosandra, Steveniella, Stictophyllum, Stigmatosema, Stolzia, Suarezia, Summerhayesia, Sunipia, Sutrina, Svenkoeltzia, Symphyglossum, Synanthes, Synarmosepalum, Systeloglossum
 

T
Taeniophyllum, Taeniorrhiza, Tainia, Talpinaria, Tangtsinia, Tapeinoglossum, Taprobanea, Teagueia, Telipogon, Tetragamestus, Tetramicra, Teuscheria, Thaia, Thecopus, Thecostele, Thelasis, Thelychiton, Thelymitra, Thelyschista, Thrixspermum, Thulinia, Thunia, Thysanoglossa, Ticoglossum, Tipularia, Tolumnia, Townsonia, Trachyrhizum, Traunsteinera, Trevoria, Trias, Tribulago, Triceratorhynchus, Trichocentrum, Trichoceros, Trichoglottis, Trichopilia, Trichosalpinx, Trichosma, Trichotosia, Tridactyle, Trigonidium, Triphora, Trisetella, Trizeuxis, Tropidia, Trudelia, Tsaiorchis, Tuberolabium, Tubilabium, Tulotis, Tylostigma
 

U
Uleiorchis, Uncifera, Unciferia, Urostachya
 

V
Vanda, Vandopsis, Vanilla, Vargasiella, Vasqueziella, Ventricularia, Vesicisepalum, Vexillabium, Vrydagzynea, x Vuylstekeara
 

W
Wallnoeferia, Warmingia, Warrea, Warreella, Warreopsis, Warscaea, Wullschlaegelia
 

X
Xenikophyton, Xenosia, Xerorchis, Xiphosium, Xylobium
 

Y
Yoania, Ypsilopus
 

Z
Zelenkoa, Zeuxine, Zhukowskia, Zootrophion, Zygopetalum, Zygosepalum, Zygostates

fonte: www.aorquidea.com.br

Anatomia
14/12/2010 12:48:19
MORFOLOGIA
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O órgão reprodutor de uma orquídea é constituído de quatro partes: COLUNA, ANTERA, ESTIGMA e OVÁRIO.
COLUNA OU GINOSTÊMIO: órgão carnudo e claviforme que se projeta do centro da flor, resultado da fusão dos órgãos masculino (ESTAME) e feminino (CARPELO).
ANTERA: contem grãos de pólen agrupados em 2 a 8 massas chamadas POLÍNIAS.
ESTIGMA: depressão de superfície viscosa, órgão receptivo feminino onde são depositadas as polínias durante a polinização.
OVÁRIO: local onde se desenvolve a cápsula das sementes após a fecundação.
SÉPALA DORSAL: é a pétala que se localiza acima da flor da orquídea.
PÉTALA: como o próprio nome diz, são as pétalas superiores da flor. Existe uma de cada lado.
SÉPALA LATERAL: são pétalas que se localizam abaixo das pétalas, uma de cada lado, separadas pelo labelo.
LABELO: é a pétala com formato diferenciado e que se localiza do centro para baixo. Possui, em geral, formato de cone ou canudo. Dentro dele está o órgão reprodutor da orquídea, com a antera, os estigma e a coluna.
PSEUDOBULBOS: só está presente em orquídeas de crescimento simpodial, ou seja, que se desenvolve na horizontal.
RIZOMA: é o eixo de crescimento da orquídea e uma das estruturas mais importantes.
RAÍZES: absorventes e aderentes, são responsáveis pela alimentação da planta e por sua fixação.
GEMA: são estruturas de crescimento, podem estar ativas ou inativas.
MERISTEMA: tecido, cujas células estão em constante processo de divisão celular, é uma gema ativa de crescimento da planta. Nas variedades simpodiais é quem norteia a direção do desenvolvimento.
FOLHAS: responsáveis pela respiração e alimentação da planta.
ESPATA: o cabo da flor nasce de uma espécie de folha dupla, que possui formato de faca, esta formação é que recebe o nome de espata.
PEDICELO: é a haste floral.
BAINHA: membrana paleácea que protege a parte externa e inferior dos pseudobulbos. Ela tem a função de preservar as gemas e as partes novas da planta contra os raios solares mais fortes e insetos daninhos.
SIMPODIAIS: são as plantas que apresentam crescimento limitado, ou seja, após o termino do crescimento de um caule ou pseudobulbo, o novo broto desenvolve-se formando o rizoma e um novo pseudobulbo, num crescimento contínuo. (Desenho abaixo)
MONOPODIAIS: são plantas com crescimento ilimitado, ou seja, com crescimento contínuo. (Desenho abaixo)
Suas folhas são lineares, rígidas e carnosas, muitas vezes sulcadas ou semi-cilíndricas e dispostas simetricamente no caule da planta.
CÁPSULA: quando ocorre a polinização, o estigma se fecha, a flor começa a secar e o ovário inicia a formação da cápsula, que contem as sementes, até 500 mil ou mais. Leva de 6 meses a 1 ano até o amadurecimento.
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por João de Pádua Neves
Divinópolis-MG
jopaneves@yahoo.com.br
 
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SIMPODIAL
São plantas que apresentam crescimento limitado, ou seja, após o término do crescimento de um caule ou pseudobulbo, o novo broto desenvolve-se formando o rizoma e um novo pseudobulbo, num crescimento contínuo.Ou seja, cresce em duas direções: Horizontal e vertical
MONOPODIAL
São plantas com crescimento ilimitado, ou seja, com crescimento contínuo. Suas folhas são lineares, rígidas e carnosas, muitas vezes sulcadas ou semicilíndricas e dispostas simetricamente no caule da planta.
FONTE DAS IMAGENS ACIMA: http://www.puc-campinas.edu.br
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Pétala Sépala Dorsal Pétala Coluna - Órgão sexual das orquídeas Labelo: Pétala maior, + colorida, diferente das outras duas pela forma, tamanho, etc. Sépalas Laterais Sépalas Laterais
Fonte: http://www.sob.org.br/
A Orquídea
14/12/2010 12:47:18
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukaryota

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Asparagales

Família: Orchidaceae
 

As orquídeas pertencem à ordem Asparagales, à família Orchidaceae. Alguns autores definem como a maior de todas as famílias botânicas, com números de espécies estimados entre 25000 e 40000. Mas um consenso geral é de que se trata da maior família botânica dentre as monocotiledôneas. Esses imponentes números desconsideram a enorme quantidade de híbridos e variedades produzidos por orquidicultores todos os anos. A quantidade de gêneros conhecidos também é surpreendente, superando a marca dos 700. Veja a lista no menu GÊNEROS da família Orchidaceae.

A família Orchidaceae subdivide-se em 5 subfamílias (números estimados de gêneros e espécies pelo Phylogeny Group):

Apostasioideae - 2 gêneros e 16 espécies do Sudeste Asiático; 
Cypripedioideae - 5 gêneros e 130 espécies das regiões temperadas do mundo, poucas na América tropical; 
Vanilloideae - 15 gêneros e 180 espécies na faixa tropical e subtropical úmida do globo, e leste dos Estados Unidos; 
Orchidoideae - 208 gêneros e 3630 espécies distribuídas em todo mundo, exceto nos desertos mais secos, no círculo Ártico e na Antártida; 
Epidendroideae - mais de 500 gêneros e cerca de 20000 espécies distribuídas sobre as mesmas regiões de Orchidoidea, embora hajam algumas espécies subterrâneas no deserto australiano. 
 

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ETIMOLOGIA

De acordo com as regras de nomenclatura botânica, o nome da família deve ser escrito em latim: Orchidaceae (derivado do grego Orchis).
O Termo Orchis, que significa testículos, foi usado pela primeira vez por Theophrastus (c. 372 - 287 a.C.), filósofo grego, discípulo de Aristóteles. Theophrastus comparou as raízes tuberosas de algumas orquídeas mediterrâneas com os testículos humanos. Por este motivo, desde a Idade Média, propriedades afrodisíacas são atribuídas às orquídeas.
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ETIMOLOGIA DE NOMES DE ORQUÍDEAS
(Espécies)
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Em Latim
Em Português
acuminata, -um
aggregata, -um
alba, -um
amabilis
amethystoglossa
amicata, -um
ampliatum
ampullaceum
anceps
arcuata
atropurpurea
auranthiaca
aurea, -um
barbata, -um
bicolor
bufo
calceolus
calceolaris
candida, -um
capitatus
carinata
caudata, -um
cernua, -um
chloroleuca
chrysanthum
coccinia
coelestis
coerulea
coerulescens
concolor
cornigerum
crispa, -um
crispata
crispilabia
cristata
cruenta
cucculata
cupreum
cuneata
denudans
difforme
discolor
dolosa
eburnea, -um
elata
ensifolium
falcata, -um
fimbriatum
flabelattum
flava
flavescens
flos-aeris
fragans
fucata
furcata
flagelaris
gigas
glauca
grandiflora
granulosa
guttata
harpophylla
imarginata
incurvum
infracta
insigne, -is
intermedius
jugosus
lanceanum
leucoglossa
lithophylla, -um
longipes
luridum
lutea, -um
lutescens
macrocarpum
maculata, -um
megalantha
miniatum
nidus-avis
nobile
ochroleuca
oculata
odorata, -um
ornithoides
papilio
parviflorum
patula
picta, -um
pileatum
porphyroglossa
procumbens
pubes
pubescens
pulchella, -um
pulvinatum
pulmila, -um
retusa
rex
rubens
rufescens
rupestris
russeliana
spectabilis
splendidum
spicatum
striata
stricta
tenuis
teres
tricolor
thyrsiflorum
umbonulata
unicolor
variegata
varicosum
venusta
verecunda
vernucosa
viridiflavum
viridis
vittata
xanthina
xanthoglossa 
pontuda
agregada, reunida
branca
digno de amor, agradável
de língua (labelo) ametista
vestida
amplo, largo
em forma de vaso
de duas cabeças
curvada em arco
com cavidade púrpura
ornada de ouro
cor de ouro
com barba
de duas cores
sapo
sapatinho
sapateiro
branco-puro
com cabeça baixa
disposto em forma de quilha
com cauda
de cabeça inclinada
amarelo-limão e branco
dourado
vestida de escarlate
azul da cor do céu
azul
azulada
de uma só cor
com chifres
encrespada, ondulada
encrespada, ondulada
com labelo ondulado
com crista, penacho
manchada de sangue
com capuz
cor de cobre
em forma de cunha
descoberta, nua
de formas afastadas, divididas
de diferentes cores
enganadora
branco, marfim
nobre, sublime
folhas em forma de espada
em forma de foice, curva
franjado, recortado
em forma de leque
amarela
amarelada
flor aérea
de cheiro agradável
pintada
com dois dentes
com chicote
gigante
esverdeada, verde-mar, cinzenta
flores grandes
salpicada, pintada
malhada, mosqueada
em forma de espada curva
sem borda
curvado, arredondado, corcunda
quebrada, desanimada
adorno, enfeite, ornamento
intermediário
montanhoso
em forma de lança
labelo branco
que habita as pedras
comprido
pálido, amarelado
amarela
amarelado, avermelhado
fruta grande
pintada
gigante
avermelhado
ninho de passarinho
famoso, nobre
ocre e branca
que tem olhos
perfumada
de forma de pássaro
borboleta
de flor pequena
aberta, larga
pintada, ornada, florida
coberto com capacete, píleo
língua púrpura, língua grande
inclinada para frente, dobrada
coberta de pelos
coberta de pelos
encantador
arqueado, boleado
anã, pigmeu
embotada, bronca, de cara feia
rei
vermelho, colorido
ruivo, avermelhado
que habita as pedras
puxada a vermelho, ruiva
visível, belo, notável, brilhante
brilhante, magnífico
disposta em forma de espiga
com estrias
estreita
delgada
delgada, delicada
de três cores
cacho de flor
de forma côncova ou convexa
de uma única cor
de diferentes matizes
de pernas afastadas
encantadora, formosa
ruborizada, avermelhada
com verrugas
verde-amarelo
de cor verde
enfeitada com fitas
amarela
língua amarela
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CLASSIFICAÇÃO POR HABITAT 

A família Orchidacea é composta de plantas monocotiledoneas, ou seja, que produzem flores e frutos. Ela conta com cerca de 35 mil espécies naturais e aproximadamente 65 mil híbridos. É considerada pelos botânicos como a mais importante do reino vegetal. 

Dentro da família da orquídeas existem três tippos de plantas: 

De acordo com o lugar no seu habitat de origem, as orquídeas são classificadas como Epífitas, Terrestres ou Rupícolas.

SAPRÓFITAS, são desprovidas de clorofila e crescem no húmus das florestas. Apresentam flores pequenas e pálidas.

EPÍFITAS OU DENDRÍCOLAS, a maior parte das orquídeas, vivem grudadas em troncos de árvores, mas não são parasitas, pois realizam a fotossíntese a partir de nutrientes absorvidos pelo ar e pela chuva. Portanto, ao contrário do que se pensa, não sugam a seiva da árvore.

TERRESTRES, vivem como plantas comuns na terra. Ex.: Paphiopedium, Arundina, Neobenthamia, Bletia, embora aceitem o plantio em xaxim desfibrado.

RUPÍCOLAS,  Grupo de orquídeas tipicamente brasileiras que fogem à classificação mencionada e que têm as rochas como suporte fixadas nos líquens das fendas. Ex.: Laelia flava.

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NOME DAS ORQUÍDEAS

Os nomes das orquídeas são dados em latim ou grego clássicos, línguas mortas, para que sejam os mesmos no mundo inteiro e nenhuma língua viva prevaleça sobre a outra.

Assim, costumam oferecer algumas dificuldades na escrita na pronúncia. Segundo convenção cientifica, nomes de gêneros e espécies devem ser escritos em Itálico. Veja os exemplos:

- O conjunto de vogais ae lê-se e. Ex.: Laelia (Lélia). Exceção: Aerides (Aérides).
- O conjunto de vogais oe também tem som de e. Ex.: Coelogyne (Celogine).
- Ph tem som de F. Ex.: Xanthina (Ksantina).
- Ch tem som de K. Ex.: Chiloschista (Kiloskista), Pulchelum (pulkelum), Chondrorhyncha (kondrorrinka), Chocoensis (Ornitorricum).
- Ti seguido de vogal soa como ci, exceto quando precedido de s, t ou x.
Ex.: Constantina (Constancia), Neofinetia (Neofinecia), Bletia (Blecia), Comparetia (Comparetia), Pabstia (Pabistia). 

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USO DAS ABREVIATURAS
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 A HISTÓRIA DA ORQUIDOFILIA

    A palavra orquídea tem origem no vocábulo grego "orkhis". O qual significa testículo. O nome da família - Orchidaceae - foi assim estabelecido pelo fato das primeiras espécies conhecidas possuírem duas pequenas túberas (espécie de calo) gêmeas, que na visão dos povos que as descobriram sugeriam os testículos humanos.

    Provavelmente a primeira referência documentada desse nome tenha sido feita no terceiro século a.C. pelo filósofo e naturalista grego Teofrasto, em sua obra sobre as plantas. Esse estudioso foi discípulo de Aristóteles e é considerado o pai da Botânica.

    Naquela época as pessoas acreditavam que esses tubérculos existentes nas orquídeas locais tinham poderes afrodisíacos e então os usavam na alimentação, depois de convincentemente separados...

    É óbvio que a história das orquídeas data de muitos milhares de anos atrás, tendo os nossos ancestrais com certeza se deparado com elas em muitas oportunidades; mas não existem dados concretos sobre isso e só podemos citas aquilo que está de alguma forma registrado.

    Assim, no meio de tamanha obscuridade, podemos citas referências feitas às orquídeas pelos chineses há aproximadamente 4 mil anos, quando a palavra "lan", que identifica essas palavras, aparece citada.

    O célebre Confúcio (551 a 479 a.C.) também faz algumas referências às orquídeas, e no século III são mencionadas duas espécies dessa família de plantas num manuscrito chinês de botânica. Em alguns outros livros chineses escritos entre 290 e 370 d.C, há referências mais concretas sobre as orquídeas.

    Ainda na China, mais tarde durante a Dinastia Sung (960 a 1279), apareceram muitos trabalhos dissertando sobre as orquidáceas, abrangendo os mais diversos aspectos dessas plantas.

    No ocidente, depois de Teofrasto, no primeiro século da nossa era, apareceu uma obra intitulada "Matéria Médica", onde o autor, um médico grego de nome Dioscórides, reuniu informações sobre 500 plantas ditas medicinais, entre as quais se incluíram duas orquídeas.

    Na história dos antigos povos das Américas, também são feitas referências às orquídeas. As mais importantes no que diz respeito à utilização pelos astecas e mais das favas da Vanilla que eles usavam para dar aroma a algumas das suas bebidas. O nome asteca para a baunilha era "tlilxochitl", que significa flor negra, numa alusão às favas pretas dessas plantas quando maduras. Os maias a chamavam de "sisbic".

    Com o domínio espanhol sobre esses povos, as favas da Vanilla foram introduzidas na Europa. Hoje a Vanilla é usada como aromatizante em todo o mundo, conhecido como baunilha.

    No século XVI eram mencionadas apenas 13 espécies européias de orquídeas, todas terrestres. Só bem mais tarde os botânicos começaram realmente a tentar classificar as plantas de uma maneira ordenada, aparecendo então menções de orquídeas vindas para a Europa de várias partes do mundo.

    Em 1735, o famoso botânico sueco Lineu (Linnaeus, ou ainda Carl von Liné), no seu trabalho "Species Plantarum", começou a estabelecer a primeira classificação das plantas usando um nome genérico seguido de um nome específico, empregando então pela primeira vez a palavra Orchis para designar um gênero de orquídeas, e citando 62 espécies diferentes nesse seu trabalho. Mais tarde Jussieu usou esse nome para designar toda a família Orchidaceae.

    A primeira orquídea americana oficialmente registrada saiu da América Central e floriu na Europa em 1732, recebendo o nome de Bletia verecunda. Em 1788 floriu na Europa e foi registrado o então Epidendrum fragrans Sw. Atualmente essa planta chama-se Prosthechea fragrans (Sw.) W.E. Higgins, e até que se descubra uma outra planta brasileira de menção anterior, temos de considera-la como a primeira orquídea brasileira registrada, embora de forma indireta, pois ela não saiu do nosso País e sim da América Central.

    Os estudos de Lineu foram o ponto de partida para as importantíssimas pesquisas de Darwin, que culminaram com a sua teoria da evolução das espécies, entre muitos outros trabalhos.

    Em geral os coletores que viajavam pelo mundo não eram os responsáveis pelas descrições das espécies, mesmo que fossem botânicos, como era o caso de von Martius e de Saint-Hillaire, pois tinham que atender nessas suas expedições a muitos interesses. Os estudos e descrições das plantas eram feitos por botânicos que trabalhavam em diversas instituições européias.

    Em 1830, o inglês John Lindley fez a primeira classificação sistemática das orquídeas. É ele o responsável pelo estabelecimento de mais de 350 orquídeas brasileiras, ou seja, mais que 10% de todas as nossas espécies conhecidas até os dias de hoje.

    As orquídeas constituem, com suas mais de 25 mil espécies registradas até o momento, uma das maiores e mais evoluídas famílias do Reino Vegetal, possibilitando ainda a formação de inúmeros híbridos, por meio de cruzamentos ocorridos na natureza, bem como realizados de forma artificial pela mão humana.

    Elas vegetam nos mais diversos ambientes, desde regiões frias a quentes; de secas a muito úmidas; de elevadas até baixas altitudes. Existem em maior número de espécies nas regiões tropicais e subtropicais, em altitudes não superiores a 2 mil metros. Muitas orquídeas, principalmente as que vivem nas regiões frias ou temperadas, crescem no solo, sendo chamadas de terrestres.

    Já nas zonas tropicais e subtropicais, a predominância das espécies ocorre nas florestas, onde a umidade atmosférica é muito alta, com dias relativamente quentes e noites mais frescas. Lá as orquídeas ocorrem, na sua maioria, sobre as árvores e outros vegetais, dividindo o espaço com outras famílias de plantas. Neste caso são chamadas de epífitas.

    É importante esclarecer que nenhuma orquídea é parasita, usando as árvores ou outros vegetais apenas como hospedeiros, sem deles nada tirar.

    Alguns gêneros têm uma área de distribuição muito ampla, existindo mesmo alguns que ocorrem no mundo todo (por exemplo, Bulbophyllum), enquanto alguns outros têm ocorrência muito restrita, como o gênero brasileiro Hoehnneella.

    Da mesma forma, alguns gêneros têm muitas espécies enquanto outros têm apenas uma. A Pleurothallis possui cerca de 1.130 espécies. A Bulbophyllum tem mais de mil espécies. Já a Isabelia, apenas 3 espécies. Com somente uma espécie, temos a Schunkea.

Fonte: Caderno Orquidófilo, 3ª Edição, Editora Brasil Orquídeas). 

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A maioria das espécies é encontrada nas áreas tropicais. O Brasil é um dos países mais ricos em orquídeas, comparável somente à Colômbia e ao Equador. Estudos recentes registram cerca de duas mil e trezentas espécies para o território brasileiro.

Fonte: www.aorquidea.com.br

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